sexta-feira, novembro 13

Era uma vez, aquele Rio ...

Uma água caudalosa, barrenta; mas não menos admirável de se ver, de sentir a água fria que corria inóspita pelo Vale. Aquele Vale, desconhecido, embora tão sabido.
Uma Mulher, três crianças. Corpo Nu, espírito vestido com alguma cor que ainda não pudera compreender.
Me fez encantar, pela forma dos cabelos lisos a cairem pelos ombros, o olhar de lago; sendo aquele mesmo Rio, a cor da pele tão morena, o desenho tribal tatuado na tez.
Alguma coisa me dizia de 'Outros Tempos'.
De repente, ela fez-se Rio. Eu me afogava em suas águas, devido um escorregão.
Ela, imponente, me levantou com suas mãos d'água. me fez cair na maergem, nua.
Faminta do desejo que me consumia, e que me fez pular naquele Rio.


Passado um tempo, me encontro com um senhor de cabelos alvos. Ele me diz da provação alcançada; e me entrega o meu tesouro*. Um Crânio. Que eu coloco acima da minha cama, numa prateleira com velas, pirâmides, e demais enfeites simbólicos.


Acordo com a sensação de tê-la desejado tanto a ponto de me saber, em algum lugar de tantos paralelos, ou outras tantas corridas da Alma em vida.


Alguém me soprava, enquanto o sonho deixava o sono, e transformava-se em Dia:
_ Oxum !




I.

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