quinta-feira, janeiro 7

A mesma janela de tantas vezes.A mesma janela de tantos emblemas, tantas icognitas.
Aquela em que eu pulava em pensamento, e ate em dia vivo. de acordar.
vidros quebrados, sabia que a passagem era estreita, dificil, mas assim mesmo eu ia, com as mãos desatando os nós de vidros.
Era pra acontecer algo no final, algo a ver com Valentina. Depois algo a ver comigo;
dai me recordei do outro sonho, o dos cachorros, que havia a menina que era Eu.
E fiquei sem nem saber que estava, traçando paralelos entre estes sonhos e mais alguns outros.

Outro sonho, ja semi acordada pelas vozes dos meninos, Felipao e Marceleza, foi na Casa Secreta dum tio.
Que eu sempre roubava a chave do esconderijo secreto, pra ir la e fantasiar de tudo quanto fosse longe.
E nao era que era perto .. Era tudo ali.

Ai volto agora aos pensamentos. e me recobro de como os sonhos tem me resgatado, e quanto eu sei que isso eh realmente real.

Dias aqui em Arraial. Dias muito azuis. Dias leais.
O Mar me deu um banho de agua de sal. me deu uma vontade e um olhar horizontal.
Me deu um olhar de Ceu. e como eu senti isso. Ouvindo um som transcendental no Buda Mar, encantada pelo sotaque castellano e olhos azuis fitantes, irriquietos do Sebastian.
Pena que o Vento tava querendo se fazer voz. Porque eu quis muito nem ouvir.
Era so sentir, mas talvez seja uma aprendizagem, ou o livro dos prazeres.*

Mas floreseram novas estradas. Eh em flor, entao tem cheiro.

A lua .. Ela se fez silaba silenciosa.
E urgiu o vento. E calou o Cais. E eram so sorrisos.

as lembrancas todas se assumem. em mim, que parecia um som de vento, ao olhar aqueles azuis, do recife
do Taipe, Das pedras da Pitinga, o som hipnotico do Mucuge.
Tudo e o Mar. E fez soar o unissono celeste do universo.


.. Agora tudo eh uma semente de paz.


I.

Arraial D.Ajuda, 7 Janeiro 2010.

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