Ainda me foge ao entendimento de como tudo ocorreu, ou como as coisas foram acontecendo ao longo daquela história. Meio magia, meio mirabolação, meio ficção interlúdica; e no meio de tudo dois nascimentos raros, de fôrma particular e cores com nuances alucinantes.
A correria maior era a busca pela proteção desses dois seres, que de alguma forma singular foram primeiramente gerados em capsulas no fundo do mar, e através de um mergulho em algum momento do tempo foram descobertos por mim, e por Tom.
Não sabendo, nós dois, da nossa missão dupla, íamos seguindo a vida, cada um por si, em busca de explicação para aquele fato que de certa modo havia transformado as nossas vidas. Ao mesmo passo que outro ser, de evolução espiritual duvidosa, não-sei-porquê-motivo, fez nascer pelo desejo de vingância, ou concorrência humana, sei lá, um Ser de igual valor simbólico, mas cuja forças eram carregadas através de carga duma tomada, alimentando mesmo somente a necessidade do poder ser, e não do divino ser.
As coisas acontecendo em igual estado tanto para Thomaz quanto para mim; nos encontramos em algumas descobertas e nos deparamos um em frente ao outro, olhando-nos olho-a-olho ...Tudo parecia tão real a ponto de existir; exceto pelas cores, tão lúdicas quanto surreais.
As coisas acontecendo; e nós, eu e Tom, procurando entender cada mínimo significado daquelas vidas raras em nossas mãos.
Não sei se pude ( ou pudemos) captar qual verdadeiro enigma por trás de nuances tão etéreas, de fôrmas tão peculiares - nesse momento me vem a sensação energética de Valentina e Miguel, minha filha e o filho dele.
Depois de voltas e Re-voltas do imaginário, me vi entregando as duas capsulas para meu irmão, em pequenas caixinhas de madeira, contendo água; as pequenas formas de Seres já haviam se transformado em desenhos em folha de papel-manteiga, e ele estava sentado em uma cama gigantesca coberta por uma manta furta-cor, que moldava suas cores a partir do toque.
( O destino do Ser de força energética artificial ficara pra trás, como diz o inconsciente, da minha falha em não tê-lo sentido a ponto de compreender de onde vinha tal força. ... )
Acordei com uma sensação estranha e mágica. De sentir a vida.
De cuidar da vida. Amar a vida.
... E tantas perguntas fervilhantes em minha mente .!
Um sábado qualquer, de tempo.
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