sexta-feira, abril 30

A vida segundo a Lei dos Olhos.



A simetria dos olhos possui o próprio equilíbrio.

Sendo monótonos os olhares mesmos sobre as coisas; fez-se um diferencial, não oscilante do valor de cada olhar.
Assim, não saberei salientar qual grau do valor de cada olhar, embora a percepção me seja tão ávida.
Há em todas as coisas o equilíbrio, e este a faltar falta-lhe o inspirar|expirar primordial da vida.
Mas o que entender sobre o equilíbrio? Seria a equivalência? 
Afirmo em mim, nada mais do que a complementaridade dos elementos que compõem os seres, incluindo
todas as entidades vivas em seus diversos graus de consciência divina.
O equilíbrio está no Bem & no Mal. Ambos com suas forças equivalentes, sobrepondo-se um e outro constantemente para que não haja desejos de nenhuma parte.
O não-desejar é simplesmente a 'bem-aventurança' da vida.
Mesmo porque há por trás de cada força de desejo um querer egocêntrico. Seja para o Bem ou para o Mal.
Um lado da simetria diz quem tu és. E as tuas disposições desta vida. É teu caráter, tua multipluralidade vivente.
A inocência.
O outro lado diz da tua força. Das tuas capacidades, das expectativas em relação à vida. Afinal, tua multipersonalidade.
A sagacidade.
O que me parece lógico é a equivalência da simetria do olhar não ser a mesma.
Contrapondo-se a isso temos caracteres que forjam a assimilação desta simetria; como as cores da retina, como o tamanho, como a disposição dos olhos na face.
O olhar sempre mergulha em si mesmo; todas as verdades e todas as ocultações.
Basta olhar, reflexo de si. Encontrar a sua desemelhança* sutil. Conhecer tua própria Alma, confortar-se em teu olhar.
Enxergar a vida, momentos ora através da inocência pura, ora da sagacidade vívida.



I.

30.Abril.2010 - Sexta-Feira. Começo de noite com direito àquele friozinho no plexo. Ou seja 'borboletas no estômago' .
Dica Da Noite - Sorva a extremada Vida !

Um comentário:

Ren(AR)a. disse...

... me lembrou o não-fazer de don Juan Matus...